NOTÍCIA

Uma vacina pra 8 variações do coronavírus no Amazonas?

  • Sexta, 20 de novembro de 2020 às 03h21 (Atualização: 22/11/2020 13h55)
  • Denis Thaumaturgo

No mês de agosto na Universidade de Bologna, na Itália, pesquisadores identificaram a existência de ao menos 6 linhagens do novo coronavírus. Porém os vírus são literalmente mutantes.

No início dessa semana a Fiocruz divulgou que uma pesquisa do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), liderada pelo pesquisador Felipe Naveca, que afirma que no Amazonas estão circulando 8 linhagens do coronavírus. Inclusive 4 dessas linhagens não haviam sido sequenciadas no Brasil. Essa pesquisa contou com a parceria da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM), por meio do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-AM).

Essas variações surgem no processo de reprodução do coronavírus, pois nessa etapa ele usa o material genético da célula para se replicar. Então às vezes acontece de a cópia sofrer alterações em relação ao original.

A notícia boa é que até então os epidemiologistas têm afirmado que embora essas variações do vírus existam, só necessitaria de um tipo de vacina para proteger de todas. Na terça-feira ouvi uma entrevista na rádio BandNews - Difusora onde o pesquisador entrevistado usou como exemplo o sarampo, que tem até mais variações que o coronavírus, mas utiliza-se uma única vacina, e que mesmo muitos anos depois de ser feita, ela ainda funciona contra as novas versões.

Outro dado curioso é que essa semana também foi anunciado que a vacina das indústrias farmacêuticas Pfizer e BioNTech tem eficácia de pelo menos 90%, assim como outras também já haviam publicado dados em torno dessa porcentagem. Os cientistas acreditavam que uma eventual vacina bem sucedida protegeria em torno de 50% das pessoas imunizadas, mas esses números que estão sendo divulgados estão superando as expectativas. Vale ressaltar que a Organização Mundial da Saúde indica que uma vacina para Covid-19 tenha no mínimo 50% de eficácia, mesma porcentagem que a ANVISA e FDA (órgão regulatório dos Estados Unidos) consideram.