NOTÍCIA

O poder público não fez, mas eu fiz

  • Sexta, 09 de novembro de 2012 às 23h59 (Atualização: 16/11/2020 13h05)
  • Denis Thaumaturgo
Matéria do Jornal A Crítica em 09/11/2012
Matéria do Jornal A Crítica em 09/11/2012

Ocupando o cargo de presidente da Associação de Moradores do Conjunto Santos Dumont, fui inúmeras vezes na Secretaria Municipal de Infraestrutura – SEMINF solicitar para que fossem revitalizados os playgrounds da praça do Cj. Santos Dumont, pois nesse lugar passam centenas de crianças por dia que acabam ficando sem muita opção de lazer. Estavam todos deteriorados, enferrujados, oferecendo riscos as crianças que por lá se aventuravam a brincar.

Porém, a SEMINF me informava que esse tipo de manutenção era de responsabilidade da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer – SEMJEL, então fui até lá para fazer a mesma solicitação e eles por sua vez já diziam que quem deveria fazer manutenção era a SEMINF mesmo, ou seja, ficavam me jogando literalmente de um lado para o outro.

Cansado desse jogo de ping-pong onde eu era a bola, resolvi utilizar as minhas redes sociais para fazer uma campanha para arrecadar fundos e comprar um playground novo de forma independente do poder público. Fiz uma pesquisa e um playground que se adequava para o espaço custava R$ 6.000,00 (seis mil reais), e que poderia ser parcelado em 4x de R$ 1.500,00. Na gana de resolver essa situação da praça, comprei em meu nome sem ter certeza se a campanha daria certo para arrecadar esse valor mensalmente.

A campanha chamou atenção da imprensa que fez diversas matérias e muitos moradores que confiam no meu trabalho passaram a contribuir. A campanha coincidiu de entrar no carnaval também e toda a arrecadação que tive na “Banda do Santos Dumont” utilizei em prol da campanha, realizei feijoadas e contei com a contribuição de amigos que moravam inclusive fora do conjunto, mas se sensibilizaram com a causa. A campanha deu muito certo e o playround foi quitado e instalado na praça, passando a atender centenas de crianças diariamente.

Após o sucesso da campanha, me surpreendi ao me ver na capa de uma edição especial do Jornal A Crítica que destacava algumas pessoas em Manaus e fui colocado como “exemplo de cidadania”.

Isso é uma prova de que quando a gente quer, a coisa acontece! Muitas vezes falta a boa vontade do poder público, que como o nome já diz, tem o “poder” na mão, mas falta sensibilidade em querer fazer o melhor em prol do bem comum. O importante é não desistir e seguir em frente sempre. Se quem tá no poder não tá resolvendo, a gente junta as forças e resolve!